A denúncia anônima registrada durante a Exponova, em Nova Xavantina, ganhou novos desdobramentos após o advogado Robison Júnior publicar um vídeo na noite de segunda-feira (04 de maio), levantando questionamentos sobre possíveis contradições nas informações divulgadas e cobrando posicionamento do Corpo de Bombeiros.
No vídeo, o advogado afirma que o evento cumpriu todas as exigências legais e que, conforme relato da própria corporação, não foram identificadas irregularidades na estrutura, mesmo após denúncia feita no primeiro dia da festa.
Segundo ele, a Prefeitura apresentou dentro do prazo o Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, que foi aprovado previamente. No dia 29 de abril, o Corpo de Bombeiros realizou vistoria no local e confirmou que tudo estava em conformidade.
Já no dia 30 de abril, primeiro dia do evento, uma denúncia anônima apontou supostas irregularidades no camarote. No entanto, de acordo com Robison Júnior, após nova verificação, os bombeiros não constataram problemas.
Apesar disso, veículos de comunicação locais divulgaram que pendências teriam sido identificadas e posteriormente corrigidas, com nova vistoria para liberação da segunda noite — o que, segundo o advogado, gera divergência em relação à versão de que não havia irregularidades.
Outro episódio que chamou atenção ocorreu no dia 1º de maio, quando um locutor de rodeio utilizou o microfone na arena para afirmar que problemas teriam sido resolvidos e incentivar o público a vaiar o suposto denunciante.
No dia seguinte, publicações também apontaram que um advogado teria sido visto no camarote, levantando questionamentos sobre a possível identificação do autor da denúncia, que deveria ser anônima.
Diante disso, Robison Júnior questiona como informações relacionadas ao denunciante teriam sido divulgadas. Ele cobra esclarecimentos sobre a origem desses dados e pede que o Corpo de Bombeiros apure se houve qualquer tipo de vazamento.
Segundo o advogado, caso seja comprovado o repasse indevido de informações, a situação pode, em tese, envolver violação de sigilo funcional, além de possível afronta à Lei Geral de Proteção de Dados.
Ele também citou declarações atribuídas ao prefeito João Bang, divulgadas por veículos locais, indicando que informações sobre o denunciante teriam sido repassadas por integrantes da corporação — ponto que, segundo ele, precisa ser esclarecido.
Apesar das críticas, o advogado afirmou confiar no Corpo de Bombeiros e destacou que não acredita, até prova em contrário, que tenha ocorrido vazamento por parte dos servidores.
Robison Júnior informou ainda que irá formalizar um pedido oficial de apuração ao comando da corporação.
Encerrando sua manifestação, o advogado reforçou que sempre assumiu publicamente suas denúncias, citando representações já feitas junto ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, e questionou se o autor da denúncia anônima estaria disposto a fazer o mesmo.
O caso segue repercutindo em Nova Xavantina e deve ter novos desdobramentos após eventual investigação.