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Nova Xavantina chega a 42,1°C e registra segunda maior temperatura do Brasil

Município ficou atrás apenas de Rondonópolis no ranking provisório do INMET; calor extremo e baixa umidade colocam Mato Grosso em alerta

Publicada em 01/09/26 às 07:40h

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Nova Xavantina chega a 42,1°C e registra segunda maior temperatura do Brasil
 (Foto: A Notícias em Foco)
Nova Xavantina enfrentou mais um dia de calor extremo nesta segunda-feira (31 de agosto). O município registrou 42,1°C, ficando com a segunda maior temperatura do Brasil, conforme ranking provisório divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
O município ficou atrás apenas de Rondonópolis (MT), onde os termômetros chegaram a 42,3°C, a maior temperatura registrada no país em 2026 até o momento, segundo os dados divulgados.
Nova Xavantina já havia chamado atenção no domingo (30), quando atingiu 41,7°C, marca que naquele momento representava a maior temperatura registrada no Brasil neste ano. Um dia depois, o município ficou ainda mais quente, chegando aos 42,1°C.
Mato Grosso dominou o ranking das maiores temperaturas. Dos dez municípios que apareciam nas primeiras posições do levantamento das 17h, seis eram mato-grossenses, todos com temperaturas superiores a 40°C.
Confira o ranking provisório:
Rondonópolis (MT) – 42,3°C
Nova Xavantina (MT) – 42,1°C
Santo Antônio do Leverger (MT) – 41,4°C
Cuiabá (MT) – 41,3°C
Pedro Gomes (MS) – 41,1°C
Aragarças (GO) – 41,0°C
Barra do Garças (MT) – 40,8°C
Alcinópolis (MS) – 40,8°C
Corumbá (MS) – 40,8°C
Guiratinga (MT) – 40,7°C
O levantamento ainda era considerado provisório e poderia sofrer alterações após novas leituras e consolidação dos dados pelo INMET.
Calor e tempo seco
As temperaturas extremas ocorrem em meio ao período de estiagem e baixa umidade. Mato Grosso contabilizou 3.691 focos de calor durante agosto até segunda-feira (31), o equivalente a 18,3% das ocorrências registradas no Brasil no período, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O volume registrado apenas em agosto se aproxima dos 3.744 focos contabilizados no estado entre janeiro e julho de 2026.
Além do calor, grande parte do Centro-Oeste está sob condições de baixa umidade relativa do ar. Segundo o INMET, os índices podem ficar entre 20% e 12% em algumas áreas, cenário que aumenta o risco de incêndios florestais e exige atenção redobrada com a saúde.
Cuidados durante o período de calor
Durante os períodos de temperatura elevada e baixa umidade, a recomendação é aumentar a ingestão de água, evitar exposição prolongada ao sol e atividades físicas nos horários mais quentes do dia, especialmente entre 10h e 16h.
Também é importante procurar ambientes protegidos do sol, utilizar protetor solar, chapéus ou bonés e, quando necessário, umidificar os ambientes.
O calor extremo reforça a necessidade de atenção especial com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas.



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