Reforma da Escola Ministro se arrasta desde 2023 e alunos estão há quase dois anos em prédios provisórios
Pais e alunos relatam que obra está sem movimentação há cerca de três meses; Seduc afirma que trabalhos seguem em ritmo reduzido e aguardam análise de aditivo contratual
Publicada em 12/08/26 às 16:01h
A Notícias em Foco
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(Foto: A Notícias em Foco)
A saga envolvendo as reformas das escolas estaduais de Nova Xavantina ganha mais um capítulo. Desta vez, pais e alunos cobram respostas sobre a Escola Estadual Ministro João Alberto, cuja ordem de serviço para reforma foi emitida em 2023 e, três anos depois, os trabalhos ainda não foram concluídos.
Com a reforma, a comunidade escolar precisou deixar o prédio original. Atualmente, os estudantes estão divididos entre dois prédios provisórios, o antigo Senec e a Adventista, situação que já se aproxima de dois anos.
Pais e alunos relatam dificuldades com os espaços utilizados provisoriamente e cobram agilidade para que os estudantes possam retornar à estrutura da Escola Ministro.
Pais e alunos relatam três meses sem movimentação
Segundo relatos encaminhados ao A Notícia em Foco, durante 2025 ainda houve andamento dos serviços. Em 2026, porém, a situação teria mudado.
Pais e alunos afirmam que há cerca de três meses não observam movimentação de trabalhadores na obra.
A informação contrasta com o posicionamento oficial da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), que afirma que os trabalhos não estão oficialmente paralisados, mas seguem em “ritmo reduzido”.
Alunos começam a cobrar nas redes sociais
A demora também levou os próprios estudantes a se mobilizarem.
Alunos começaram a gravar vídeos mostrando a situação e apresentando a cronologia da reforma. As publicações nas redes sociais se tornaram uma forma de chamar a atenção para o problema e cobrar providências dos responsáveis.
A principal reivindicação é por uma definição sobre a retomada efetiva dos trabalhos e, principalmente, por um prazo para que os estudantes possam voltar ao prédio da escola.
Seduc diz que obra depende de aditivo contratual
Procurada sobre a situação, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) informou que a ordem de serviço para a reforma da Escola Estadual Ministro João Alberto e para a construção da quadra poliesportiva com vestiário foi emitida em 2023.
De acordo com a Secretaria, durante a execução foram identificados novos serviços necessários que não estavam previstos inicialmente no contrato.
Para que esses serviços possam ser executados e pagos, é necessária a aprovação de um aditivo contratual.
A Seduc explicou que o procedimento precisa passar por análise técnica e cumprir as exigências previstas na legislação, razão pela qual não pode ser realizado imediatamente.
Segundo a nota, o pedido de aditamento está sendo avaliado pela equipe responsável pela fiscalização do convênio. Após a emissão do parecer técnico e a aprovação dos novos serviços, a expectativa da Secretaria é que a obra retome o ritmo normal.
Vestiário também gera questionamentos
A própria nota da Seduc informa que a ordem de serviço contempla a construção de uma quadra poliesportiva com vestiário.
A quadra já recebeu serviços, porém relatos encaminhados ao A Notícia em Foco apontam que o vestiário ainda não está pronto, situação que também gera questionamentos entre integrantes da comunidade escolar.
Seduc aponta Prefeitura como responsável pela execução
A Secretaria também esclareceu como funciona o convênio responsável pela obra.
Segundo a Seduc-MT, o Estado disponibiliza os recursos e acompanha o convênio, enquanto a Prefeitura de Nova Xavantina é responsável pela contratação e pela execução da obra.
Assim, enquanto a Seduc afirma que o aditivo está em análise e que os trabalhos seguem em ritmo reduzido, pais e alunos relatam uma realidade de cerca de três meses sem movimentação no canteiro de obras.
São versões que colocam novamente no centro da discussão uma reforma iniciada em 2023 e que ainda mantém estudantes longe da estrutura original da escola.
Depois de quase dois anos utilizando prédios provisórios, a comunidade escolar quer respostas objetivas: quando o aditivo será aprovado, quando a obra voltará ao ritmo normal e qual é a previsão para a conclusão da reforma da Escola Ministro João Alberto?
O A Notícia em Foco seguirá acompanhando o caso e buscando esclarecimentos dos órgãos responsáveis.
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