Campinápolis aparece entre os municípios com pior desempenho em qualidade de vida de Mato Grosso, segundo o Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20).
O município registrou índice de 48,40, ficando entre os menores resultados do estado e também entre os 100 piores desempenhos do país.
O levantamento mostra o contraste vivido em Mato Grosso, estado que figura entre os principais motores do agronegócio brasileiro, mas que ainda enfrenta desigualdades sociais significativas em diversas regiões do interior.
Além de Campinápolis, os menores índices do estado foram registrados em Nova Nazaré (48,27), Vila Bela da Santíssima Trindade (48,49) e Colniza. Segundo o IPS, essas cidades apresentam limitações severas em áreas como educação, inclusão social, acesso à informação e serviços básicos.
O Índice de Progresso Social avalia a qualidade de vida da população para além dos indicadores econômicos, analisando fatores como saúde, moradia, segurança, saneamento básico, educação e oportunidades.
Apesar do forte crescimento econômico de Mato Grosso impulsionado pelo agronegócio e pela agroindústria, o estudo aponta que esse avanço ainda não alcança de forma igualitária todos os municípios do estado.
Enquanto cidades maiores e mais estruturadas, como Cuiabá, Primavera do Leste e Rondonópolis, registraram os melhores desempenhos no ranking estadual, municípios menores continuam enfrentando dificuldades relacionadas à infraestrutura, serviços públicos e desenvolvimento social.
O IPS Brasil considera 12 componentes para medir a qualidade de vida da população, entre eles:
Nutrição e cuidados médicos básicos;
Água e saneamento;
Moradia;
Segurança pessoal;
Acesso ao conhecimento básico;
Inclusão social;
Saúde e bem-estar;
Acesso à educação superior.
O levantamento reforça o desafio de transformar o crescimento econômico em melhorias efetivas para toda a população mato-grossense.