A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, na quarta-feira (14), um homem de 39 anos suspeito de uso de documento falso e falsificação de documento particular em uma agência bancária localizada no município de Canarana.
A ação foi realizada por uma equipe da Delegacia de Canarana após o recebimento de uma denúncia anônima, informando que um homem estaria utilizando documentos falsos para tentar abrir uma conta bancária com o objetivo de obter vantagens ilícitas.
No local, os policiais constataram que o suspeito apresentou uma carteira de identidade em nome de um homem identificado pelas iniciais R.C.A.. Contudo, após consulta aos sistemas oficiais de identificação, foi verificado que a fotografia vinculada ao documento não correspondia à pessoa abordada, confirmando a falsidade.
Durante a abordagem, também foram apreendidos um comprovante de renda e uma solicitação de abertura de conta bancária em nome de uma empresa privada, documentos considerados inverídicos e destinados a induzir a instituição financeira a erro.
Diante dos fatos, ficou caracterizada a prática dos crimes previstos nos artigos 304 (uso de documento falso) e 298 (falsificação de documento particular) do Código Penal.
O suspeito foi conduzido à delegacia, onde os policiais entraram em contato com as Polícias Militares de Goiás e Minas Gerais, sendo constatado que o mesmo homem teria tentado aplicar golpes semelhantes em outra agência bancária no dia anterior, 13 de janeiro de 2026, no município de Iporá (GO), evidenciando reiteração criminosa e continuidade delitiva.
No momento da prisão, o suspeito não portava nenhum documento com seu nome verdadeiro, o que impossibilitou sua identificação civil regular. Diante disso, foi adotado o procedimento de identificação criminal, conforme previsto em lei.
“O crime de uso de documento falso é de natureza formal, consumando-se no momento em que o documento é apresentado, ainda que por exigência da autoridade policial, entendimento já consolidado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Não é imprescindível a realização imediata de exame pericial para comprovação da materialidade, podendo a falsidade ser demonstrada por outros meios de prova”, afirmou o delegado Diogo Jobane Neto, titular da Delegacia de Canarana.
O homem foi preso em flagrante, e os documentos falsos, além do aparelho celular utilizado, foram apreendidos e encaminhados à Politec para exames periciais. Ele permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas, que têm papel fundamental no combate a crimes de estelionato, falsificação e fraudes financeiras na região.