A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na tarde desta quarta-feira (15), uma mulher de 23 anos suspeita de praticar o crime de tortura contra uma bebê de apenas cinco meses de idade, no município de Gaúcha do Norte.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil do município, a suspeita trabalhava como babá da criança, que permanecia diariamente em sua residência sob seus cuidados.
O caso veio à tona na terça-feira (14), quando a mãe da bebê foi ao local para amamentar a filha e percebeu diversas lesões no rosto da criança. Diante da situação, ela levou imediatamente a bebê para atendimento médico.
No hospital, a equipe médica descartou a possibilidade de queda acidental, uma vez que a criança apresentava múltiplas lesões na região craniofacial.
Durante as diligências, os investigadores constataram que, no momento em que os ferimentos teriam sido provocados, a bebê estava apenas com a babá, não havendo indícios de participação de outras pessoas.
Em depoimento, a suspeita alegou que as marcas poderiam ter sido causadas pelo cinto de segurança do carrinho de bebê, afirmando que a criança teria adormecido sobre o equipamento.
Entretanto, a versão foi descartada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que concluiu que as lesões foram provocadas por ação contundente na região da cabeça, incompatíveis com marcas causadas por cintos de segurança ou dispositivos de contenção.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de tortura, previsto no artigo 1º, inciso II, da Lei nº 9.455/1997.
A suspeita foi colocada à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. A Polícia Civil segue acompanhando o caso.