Operação Stop Hate mira crimes virtuais contra autoridades em Rondonópolis
Publicada em 20/05/26 às 14:51h
A Notícias em Foco
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(Foto: A Notícias em Foco)
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (20), em Rondonópolis, a Operação Stop Hate, com o objetivo de combater crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada praticados contra autoridades públicas dos poderes Legislativo e Executivo por meio das redes sociais.
A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e cumpre cinco ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Entre as medidas estão três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares diversas.
As diligências contam com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
De acordo com as investigações, perfis no Instagram vinham realizando ataques sistemáticos contra políticos e outras autoridades públicas, com publicações consideradas ofensivas, difamatórias e injuriosas, extrapolando os limites da liberdade de expressão.
Segundo a Polícia Civil, um dos perfis chegou a atribuir falsamente a prática de homicídio a um secretário municipal de Rondonópolis, embora não exista qualquer investigação contra o gestor. Também foram identificadas acusações sem comprovação de corrupção contra integrantes do Poder Executivo municipal.
As investigações apontaram ainda a divulgação de vídeos e imagens produzidas com inteligência artificial, utilizados para expor as vítimas de forma vexatória nas redes sociais.
Outro caso investigado envolve acusações contra um deputado estadual, que teria sido citado em publicações como tendo um suposto “testa de ferro” ligado à administração municipal. Conforme a polícia, a expressão possui conotação relacionada à prática de atividades ilícitas, causando danos à honra do parlamentar.
Durante a apuração, a DRCI identificou responsáveis por uma empresa ligada aos perfis investigados, utilizados para disseminar conteúdos falsos, vídeos e imagens de tom jocoso contra as vítimas.
As ordens judiciais autorizam a apreensão de celulares, computadores e mídias digitais, que serão encaminhados para perícia da Politec. O objetivo é preservar provas e aprofundar as investigações.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares proibindo novas publicações relacionadas às vítimas identificadas e também o contato entre os envolvidos.
Segundo o delegado da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas visam interromper a continuidade das condutas criminosas e garantir a efetividade das investigações.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos envolvidos em diferentes modalidades criminosas.
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