
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou na manhã desta terça-feira (24/06) a terceira fase da Operação Safra, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido no furto e desvio de cargas de grãos no estado. Segundo a corporação, os prejuízos já ultrapassam R$ 20 milhões.
Nesta etapa, o foco da operação é o responsável financeiro pelo esquema de desvio milionário de cargas de soja e milho. Estão sendo cumpridas 63 ordens judiciais, entre elas:
As ações ocorrem simultaneamente nas cidades de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sapezal, Tangará da Serra e Cuiabá, com apoio das delegacias locais. Os mandados foram expedidos pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O principal objetivo nesta fase é o bloqueio de bens e valores adquiridos ilicitamente.
As investigações revelam que o grupo criminoso aliciava funcionários de fazendas — como gerentes, operadores de carga e balanceiros — para permitir a entrada de caminhões sem documentação fiscal ou registro oficial. Esses veículos carregavam grãos diretamente dos silos ou armazéns, sem levantar suspeitas.
As fazendas envolvidas nesta terceira fase da operação são: Guapirama, Sulina, Colorado, Kesoja e Fazenda Feliz, localizadas em áreas estratégicas de produção agrícola em Mato Grosso.
Somando as três fases da investigação, a Polícia Civil identificou o furto de pelo menos 152 cargas, totalizando mais de 6 milhões de quilos de grãos subtraídos, com prejuízo superior a R$ 20 milhões. As perdas atingem diretamente transportadoras, seguradoras e produtores rurais do estado.
As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos da operação não estão descartados.